Citador

06 setembro, 2006

Monserrate. Dos mais belos palacetes do mundo.



Sugestivo palacete romântico cujo projecto se deve ao arquitecto James Knowles Jr., 1858. construido no terceiro quartel do século XIX, por iniciativa de Francis Cook, visconde de Monserrate, constitui um dos mais interessantes espécimes sintrenses do Romantismo.
Obra de espírito romântico-orientalista, com a sua grande torre circular, cúpulas bulbosas e valores exóticos na decoração o palácio aproxima-se designadamente do famoso pavilhão Brighton (1815-1823) de Nash e da arquitectura romântica inglesa.
Como afirma José Augusto França, Monserrate tem, porém, «um sentido cenográfico algo diferente, apoiado numa maior riqueza de pormenores arqueológicos», constituindo pelas suas raízes inspiradoras - que, por via inglesa, entroncam na arquitectura mogol - um caso ímpar do Romantismo em Portugal.
Situados a 4 Km do centro histórico, na Estrada de Monserrate, Sintra

Quem não gosta?

Filmado no belo palácio de Monserrate

Acidente em Sintra ( veja até ao fim)

05 setembro, 2006

Lenda dos Sete Ais


Esta é uma lenda estranha que está na origem do nome de um local do concelho de Sintra e que remonta a 1147, data em que D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos Mouros. Destacado para ocupar o castelo de Sintra, D. Mendo de Paiva surpreendeu a princesa moura Anasir, que fugia com a sua aia Zuleima. A jovem assustada gritou um "Ai!" e quando D. Mendo mostrou intenção de não a deixar sair, outro "Ai!" lhe saiu da garganta. Zuleima, sem lhe explicar a razão, pediu-lhe para nunca mais soltar nenhum grito do género, mas ao ver aproximar-se o exército cristão a jovem soltou o terceiro "Ai!". D. Mendo decidiu esconder a princesa e a sua aia numa casa que tinha na região e querendo levar a jovem no seu cavalo, ameaçou-a de a separar da sua aia se ela não acedesse e Anasir deixou escapar o quarto "Ai!". Pouco depois de se instalar na casa, a princesa moura apaixonou-se por D. Mendo de Paiva, retribuindo o amor do cavaleiro cristão que em segredo a mantinha longe de todos. Um dia, a casa começou a ser rondada por mouros e Zuleima receava que fosse o antigo noivo de Anasir, Aben-Abed, que apesar de na fuga se ter esquecido da sua noiva, voltava agora para castigar a sua traição. Zuleima contou a D. Mendo que uma feiticeira lhe tinha dito que a princesa morreria ao pronunciar o sétimo "Ai!". Entretanto, Anasir curiosa pela preocupação da aia em relação aos seus "Ais", exprimiu o quinto e o sexto consecutivamente, desesperando a sua aia que continuou a não lhe revelar o segredo. D. Mendo partiu para uma batalha e passados sete dias foi Aben-Abed que surpreendeu Anasir, que soltou o sétimo "Ai!", ao mesmo tempo que o punhal do mouro a feria no peito. Enlouquecido pela dor, D. Mendo de Paiva tornou-se no mais feroz caçador de mouros do seu tempo.

Grande GIL VICENTE 'You Have Balls'


Olé, já voltamos ao topo do futebol mundial, até a FIFA tremeu, aquilo até já parece um território das Bananas, tal como aquele ‘jardim’ no Atlântico plantado onde o eu quero eu posso e eu mando ordena.
Eles ‘temem’ os tribunais civis portugueses e lançam as suas directivas sobre a soberania nacional.
Grande Gil Vicente, desde quando é que uma organização Internacional, sem qualquer poder sobre a nossa constituição pode obrigar um clube, ou um cidadão, a deixar de recorrer a um tribunal, de competência nacional, 'constitucionalizado' (julgo que acabei de inventar a expressão) para julgar um contrato de trabalho?
A FIFA, como órgão internacional que controla o futebol, internacional, deveria remeter-se aquilo para o que foi constituída. Deixar de vez de interferir no que está sob a alçada e competência de um Estado Soberano.
Que eles organizem competições internacionais, tudo bem, que eles atribuam o prémio de fair play aos ‘Zidanes’ que jogam nas suas competições, tudo bem, mas que interfiram em matéria de competência de cada um dos países, especialmente com o direito ao recurso á justiça, já é de mais.
Quem o faça não falta cá, já temos muitos a lançar a confusão nos nossos direitos.
FORÇA GIL VICENTE.
O dinheiro não é tudo, mesmo que não tenham a razão, para mim já a ganharam ao enfrentar esse Golias do futebol, a FIFA e os poderes instituídos.
FORÇA GIL VICENTE

03 setembro, 2006

Feira da Luz em Lisboa




No século XIX a Feira da Luz caracterizava-se por ser essencialmente uma feira de gado (cavalos). A partir do século XX a dominante passou a ser a olaria já que existiam naquela época algumas fábricas de cerâmica na zona de Carnide que aí escoavam a sua produção.De alguns anos a esta parte a Feira assumiu outras funções tendo passado a ser também um espaço de lazer (aparecimento dos divertimentos, restaurantes, roulotes/bar.)Actualmente os ramos de actividade existentes na Feira da Luz são predominantemente de louças e produtos alimentares, existe, no entanto, uma oferta diversificada de artigos, tais como artesanato, flores, plantas, tapeçarias, vergas, roupa para o lar, cassetes, artigos de decoração e plásticos.Existe ainda um sector dedicado exclusivamente à venda de roupa e calçado (sector IV), que fica situado num dos arruamentos laterais que circundam o Jardim da Luz. Este ano conta com a participação de 115 feirantes distribuídos por 31 feirantes de produtos alimentares e 84 de produtos não alimentares. De 15 a 21 de Setembro.

Sintra, as nossas Festas de Setembro de 2006

Setembro
- "Festa em Honra de Nossa Senhora da Luz" - Cortegaça (Freg. Pero Pinheiro)
- "Festejos em Honra de Nossa Senhora da Saúde" - S. João das Lampas (Freg. S. João das Lampas)
- "Festejos em Honra de Nossa Senhora da Luz" - Aruil (Freg. Almargem do Bispo)
- "Festejos da Abrunheira" - Abrunheira (Freg. S. Pedro de Penaferrim)
- "Festejos de S. Mateus" - Montelavar (Freg. Montelavar)
- "Festejos em Honra de S. Miguel Arcanjo" - Odrinhas (Freg. S. João das Lampas)
- "Festas Anuais de Alfaquiques" - Alfaquiques (Freg. S. João das Lampas)
- "Festas em Honra de Nossa Senhora da Natividade" - Mem Martins (Freg. Algueirão-Mem Martins)
- "Festas em Honra de St. Margarida" - Albarraque (Freg. Rio de Mouro)
- "Festas de Paiões" - Paiões (Freg. Rio de Mouro)
- "Festas Populares de Rebanque" - Rebanque (Freg. Montelavar)
- "Festas de Nossa Senhora da Praia" - Praia das Maçãs (Freg. Colares)
- "Festas em Honra de Nossa Sr. dos Enfermos" - Camarões (Freg. Almargem do Bispo)
- "Festas em Honra de S. Francisco de Assis" - Mem Martins (Freg. Algueirão-Mem Martins)

02 setembro, 2006

Deu la Deu Martins

É uma lenda ou é verdade?
Corria a guerra entre D. Fernando de Portugal e Henrique II de Castela. Data desta época a lenda de Deu-la-Deu Martins, mulher do capitão-mor de Monção, Vasco Gomes de Abreu.
Depois de um longo cerco às muralhas de Monção, a fome reinava no interior da fortaleza, o que impunha a rendição. Deu-la-Deu num misto de audácia e astúcia, simula com os pães lançados do alto da muralha às hostes inimigas, abundância onde só havia necessidade. Esta estratégia teve um excelente efeito psicológico. O inimigo pensando que a abundância na fortaleza era tal que a rendição pela fome era impossível, levantou o cerco.

01 setembro, 2006

Juanes - La Camisa Negra

Video musical de Juanes 'La Camisa Negra'
Por pedido expresso e sem possibilidade de recusa da minha filhota de 5 anos Maria de Fátima.

SINTRA MEDIEVAL



Sintra vai regressar à Idade Média de 2 a 17 de Setembro! Torneios a cavalo, danças no Palácio e a realização de uma feira medieval fazem parte da iniciativa “Sintra Medieval”, com o objectivo de proporcionar aos visitantes uma verdadeira viagem no tempo.
Os "Torneios a Cavalo" vão realizar-se a 2 e 3 de Setembro, no Largo Rainha D. Amélia, Palácio Nacional de Sintra, entre as 15h00 e as 20h00. O programa é composto pela abertura do torneio com um capitão de armas, seguindo-se por demonstrações de tiro ao arco e besta, tendas/museus de cavaleiros, mostra de armas e dois torneios a cavalo. Na zona do terreiro do Palácio, existirá também animação musical medieval, com mendigos, videntes, mostras de falcões, malabaristas e cuspidores de fogo.
As "Danças no Palácio", que vão realizar-se no Largo Rainha D. Amélia (Largo do Palácio Nacional de Sintra), a 9 de Setembro, às 17h30, irão evocar a música e a dança de corte. No âmbito desta iniciativa será, ainda, recriada a entrada da corte em cortejo, a mensagem do arauto e a apresentação de danças populares e palacianas.
Já a "Feira Medieval" irá ter lugar nos dias 15, 16 e 17 de Setembro, no Largo D. Fernando II (Largo da Feira), em S. Pedro, entre as 17h00 e as 23h30 (sexta-feira) e das 15h00 às 23h30 (fim de semana). No âmbito desta iniciativa, será recriado um mercado medieval, com artesanato recreativo da época, gastronomia, trabalhos em pele, em estanho, sabões, amuletos, cerâmicas, "farmácia antiga". Decorrerão, ainda, actividades circenses, teatro, música e um espaço infantil.
PROGRAMA DO SINTRA MEDIEVAL
Torneios a Cavalo
Local: Largo Rainha D. Amélia (Largo do Palácio Nacional de Sintra)
2 de Setembro
15:00 -Quadros de história ao vivo
16:00 -Abertura pelo capitão-de-armas
16:30 -Demonstração interactiva de tiro com arco e besta
17:30 -Visitas à tenda-museu do cavaleiro e sua senhora
18:30 -Torneio a Cavalo
20:00 -Encerramento com música e cuspidores de fogo
3 de Setembro
15:00 – Quadros de história ao vivo
16:00 – Abertura pelo capitão-de-armas
16:30 – Oficina de Vestuário Medieval
17:30 – Exposição de canhão e de armas de fogo medievais
18:30 – Torneio a Cavalo
20:00 – Encerramento com parada na escadaria do Paço

Danças no Palácio
Local: Largo Rainha D. Amélia (Largo do Palácio Nacional de Sintra)
9 de Setembro, às 17H30
Mensagem do Arauto, evocando música e dança de corte
Entrada da corte em cortejo
Apresentação de danças populares e palacianas
Encerramento com dança de saída

Feira Medieval
Local: Largo D. Fernando II, em S. Pedro (Largo da Feira)
15 de Setembro das 17h00 às 23h30
16 e 17 de Setembro das 15h00 às 23h30
Recriação de um Mercado Medieval com artesanato, música, acrobatas, malabaristas, videntes, serenatas, animações teatrais e circenses e um espaço infantil.
Artesanato: Plantas e flores secas, quadros, encadernações, escultura em madeira e pedra, cerâmica, amuletos, artigos em latão, cestaria, tecelagem, farmácia antiga, sabões, produção de vestuário, calçado, bijuteria ...
Gastronomia: Pastelaria tradicional, batatas assadas, enchidos, doces, cidra e licores, pão artesanal, fogaças, frutos secos, pinhões, mel, queijos, chocolates, rebuçados ...
Estará presente uma exposição de instrumentos de tortura da época.

30 agosto, 2006

Viagem







Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.

António Gedeão

29 agosto, 2006

Lenda dos Tripeiros



No ano de 1415, construíam-se nas margens do Douro as naus e os barcos que haveriam de levar os portugueses, nesse ano, à conquista de Ceuta e, mais tarde, à epopeia dos Descobrimentos. A razão deste empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram muitos e variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo Sepulcro. Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para ali se casarem...
Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço despendido, achou que se poderia fazer ainda mais. E o Infante confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista de Ceuta. Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as tripas. Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de "tripeiros". Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse nome de "tripeiros" era uma verdadeira honra para o povo do Porto. A História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos heróicos "tripeiros" que contribuiu para que a grande frota do Infante D. Henrique, com sete galés e vinte naus, partisse a caminho da conquista de Ceuta.

28 agosto, 2006

Lenda de São Jorge e o Dragão



O culto deste santo parece ter sido introduzido em Portugal pelos cruzados ingleses que auxiliaram D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa, em 1147. Mas só mais tarde, segundo se crê no reinado de Afonso IV, se passou a usar a invocacão de S. Jorge como grito de guerra contra os inimigos, em substituição ou a par com o brado de "Santiago".
É bem conhecido o facto de Nuno Álvares Pereira ser profundo devoto deste mártir, tanto que é sabido ter mandado pintar na sua bandeira a figura do santo. E também D. João I tinha especial devoção por S. Jorge que, como se sabe, foi tido como factor religioso da vitória em Aljubarrota.
Pouco se sabe, historicamente, da vida deste santo. Diz-se que nasceu na Capadócia, de uma ilustre família, distinta não só pela nobreza mas ainda pelo zêlo com que professava e defendia a religião cristã. Pela sua valentia, cultura e aprumo, ganhou muito novo os favores do imperador Deocleciano, que o nomeou mestre-de-campo.
Quando o imperador decretou a perseguição aos cristãos, Jorge, que, apesar dos seus vinte anos, pertencia, por direito próprio do cargo que detinha, ao Conselho de Estado, fez-lhe sentir quanta injustiça havia naquela situação. O outro, espantado com esta inesperada oposição por parte do jovem general, mandou-o supliciar. Contudo, milagrosamente, a roda de agudas pontas que deveria retalhar-lhe o corpo deixou-o incólume, como se nada se tivesse passado. Mas, depois de muitas vicissitudes e perseguições, Jorge acabou por ser decapitado no dia 23 de Abril do ano de 290, segundo uns, ou 303, de acordo com outros.
Foi a tradição medieval que acrescentou a estes dados a história da morte do dragão.
Havia em Silene, cidade da Líbia - diz essa tradição -, um terrível dragão, ao qual o povo oferecia, todos os dias, duas ovelhas. Certa vez, porém, foi necessário oferecer-lhe um sacrifício humano que melhor o apaziguasse, e foi escolhida, à sorte, a filha única do Rei.
Jorge apareceu na cidade no momento em que iam imolar a criança e imediatamente se ofereceu para a libertar e livrar a cidade do monstro.
Montou a cavalo e investiu contra o dragão, ferindo-o com a lança. Em seguida, ordenou à menina que tirasse o cinto e o lançasse ao pescoço do monstro, a fim de o conduzir à cidade.

27 agosto, 2006

Futebol, no seu melhor...

É verdade, a Liga de Futebol 2006 começou. E começou da melhor maneira, com suspensão de jogos, com ameaça de expulsão das equipas portuguesas das competições internacionais, com vandalismos nas áreas de serviço.
Em fim, mais um começo de um campeonato, em que já sabemos como termina. Com mais uma vitória dos que querem mal ao desporto nacional, mais uma vitória dos ignóbeis-pseudo-dirigentes do desporto nacional á procura de fama e proveito pessoal, mais uma vitória da falta de regulamentação do Desporto Nacional e da incompetência dos sucessivos governos, ou ‘desgovernos’ nacionais que nunca souberam travar os interesses de meia dúzia.
A incompetência da FPF em resolver o caso Mateus antes do início da época 2006/2007 só demonstra que o Estado Português deve ‘meter a mão’ na organização do campeonato, e não voltar a permitir que outras situações semelhantes voltem a acontecer.
Deixem de produzir escândalos que só envergonham a nossa Bandeira que tão diligentemente foi desfraldada em muitas janelas deste Portugal.
Deixem de ser os PALHAÇOS da Europa, onde somos vistos como um povo corrupto burocrata e incompetente.
É de lamentar que também os clubes ainda mantenham os seus apoios as diversas pseudo-claques que a única coisa que conseguem fazer é gerar a violência, dentro e fora do estádio.
Lamentavelmente, ontem, após mais um dos jogos, uma estação de serviço da A1, em Aveiras foi vandalizada por adeptos do futebol, ou melhor, adeptos do roubo do vandalismo da falta de educação da falta de moral ou talvez da falta de paizinhos que os eduquem. Funcionários agredidos, roubados, xingados… é o futebol nacional a funcionar… é uma tristeza...

25 agosto, 2006

Mercurio,Vénus, Terra....Neptuno... ops acabou...




Bom, o 9º calhau a contar do Sol, já não passa de um calhau, que de planetas já só restam oito. A comunidade cientifica plena de direito, resolveu por regra nos planetas do Sistema Solar, deixou de registar o caos total, qualquer pedrita que passava á frente da lente de um qualquer telescópio passava a ser mais um planeta. Já eram 12. Uma pouca vergonha.
Já agora, espero que todos os fans de Pluto, (o tal do Disney) , não o despromovam também, porque, aquele cachorrinho (que já atravessou todas as idades caninas) não merece, agora ser um cachorrinho de 2ª categoria.

A vida

'A vida é um prémio, mas tem um preço: a morte. Espero que ele seja pago de uma só vez e não a prestações.'

Sobra-lhe tempo para a família?


Muito pouco. Por isso eu admito autotratar-me. Ninguém nasce apenas para passar por cá. Não quero falar de obra, porque isso seria demasiado pomposo, mas acredito que tenho de deixar qualquer coisa feita. E, ao fazê-la, talvez me tenha esquecido da família. É um pecado que me penitencio.

«Revista Visão»

É a realidade dos executivos portugueses, filantropos, e que vivem apenas para a sua ‘Obra’.
Será que abandonar a família, em detrimento da carreira é o melhor projecto de vida?
Vamos todos dedicar o nosso percurso de vida exclusivamente á nossa carreira, esquecendo a família e ver onde isto vai parar… 62 anos de idade.

Sabe vossa Exª a cor dos olhos dos seus dois filhos? Penso que não.

Ganho apenas o suficiente para gastar o que me apetece: em carros,relógios umas visitas ao Rosa & Teixeira… São os pequenos luxos que me permito, porque não tenho tempo para viagens de turismo, nem para barcos de recreio.

«Revista Visão, entrevista»

Tão pobrezinho que deve ser. O cidadão português, de médio baixo/rendimento não frequenta o Rosa & Teixeira, compra a sua roupinha na praça, carros e relógios, só o que um empréstimo permite comprar e em muitas prestações.

Não deve ganhar mal?

É evidente, mas o fisco fica-me com 40% do salário
( deve ser pobrezinho). Sou um teso que vive bem. Não faz parte dos meus projectos ser rico…

Sem comentários…

24 agosto, 2006

Cavalo à Solta

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

José Carlos Ary dos Santos

22 agosto, 2006

Lenda Japonesa



Aqui está uma pequena lição de vida que alguem me contou .
Está deveras interessante e é capaz de deixar qualquer um pensativo...
Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio.
Mesmo idoso, dedicava-se a ensinar a arte zen aos jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro, conhecido pela sua total falta de escrúpulo, apareceu por ali.
Queria derrotar o samurai e aumentar a sua fama.
O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direcção, cuspiu no seu rosto, gritou insultos, ofendeu os seus ancestrais.
Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.
E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até ti com um presente e tu não o aceitas, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a raiva e os insultos.
Quando não são aceites, continuam a pertencer a quem os carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de ti.
As pessoas não lhe podem tirar a calma.
Só se tu permitires...

21 agosto, 2006

António Gedeão

Viagem
Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.

António Gedeão
António Gedeão, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, nasceu em Lisboa em 24 de Novembro de 1906 e faleceu na mesma cidade em 1997. Foi professor de Ciências Físico-Químicas no ensino secundário (Liceu Pedro Nunes). Licenciado pela Universidade do Porto em 1931, traduziu como ninguém, a ciência para os leigos, desvendando segredos científicos com a mesma simplicidade com que os exemplificava. Apesar de só aos 50 anos ter decidido publicar o seu primeiro livro de poesia, tornou-se uma figura de referência incontornável no imaginário colectivo do povo português.

"Caramelos de Elvas"...


A Ana teve o seu filho em Badajoz. Sabem o que ela disse? Que o seu filho vai ter dupla nacionalidade. Deste modo, o miúdo, mais tarde, poderá ter mais oportunidades sendo espanhol!Já nasceram 50 crianças em Badajoz com provável “tendência” para se fixarem no lado de lá!Chama-se a isto oferecer a Espanha “Caramelos de Elvas”…

Adalberto Joanes e o seu Jardim... florido...




'Analisar a situação das finanças e economia da Madeira não pode ser um mero exercício formal. Há um acumular de 30 anos de políticas, ausência de dados fiáveis e discursos que se anulam a si próprios. Por um lado, há um governo regional reivindicativo de mais autonomia; por outro, assistimos a comportamentos de dependência total de verbas do Estado e da Europa, apesar dos milhões de euros entrados nos cofres regionais a partir 1986. '

«Texto retirado da DN edição de 21/08/2006»

E quer aquele Sr. mais milhões. Ao longo de anos, recebeu mundos e fundos, faz o que quis e o que lhe veio á cabeça.

O 'Cantenante' lhe dê a independência, e vamos ver se ele se aguenta ,sem os meus impostos é claro....que vá mais é plantar bananas.

19 agosto, 2006

Voltar a emigrar?


Emigrar foi uma necessidade sentida por muita gente numa determinada época da nossa história.
Exceptuando as razões de ordem política, religiosa, ou racial, certamente em menor número, a emigração teve a sua origem em razões económicas e de sobrevivência de muitas famílias que não encontravam na sua terra o suficiente para se sustentar e sustentar os seus.
Com a adesão à UE pensava-se ter sido encerrado o ciclo da emigração, começando Portugal a ser encarado como um País onde se chegava e não de onde se partia.
Com o passar dos tempos, e sem que o progresso que ansiávamos se tenha firmado em Portugal, creio que um novo ciclo de emigração se iniciará em breve, pois são muito fracas as expectativas de futuro para a grande maioria dos jovens que se prepara para concluir os seus estudos.
Mas estará a Europa preparada para receber os jovens portugueses que procuram emprego qualificado? E os Estados Unidos e o Canadá? Não serão também já imensas as carências de emprego sentidas lá fora?
Mais uma vez, África parece abrir as portas ao futuro dos jovens portugueses que quiserem singrar e que cá não tiverem oportunidades! Só que agora não somos só nós a acreditar nessa solução.

N. Srª da Agonia em Viana do Castelo.

São fotos de 2005 mas, Bonitos trajes, Amizade, Convivio, Fé, Pessoas bonitas, Linda festa, Multidão, Riqueza cultural é a mesma.


18 agosto, 2006

Algumas fotos da Romaria.



Festas de Nossa Srª da Agonia


A mais bonita, a unica Festa de Portugal.
Realiza-se este fim de semana, dias 18, 19 e 20 de Agosto na capital do Distrito onde Nasci.
Visitem e vivam este o ambiente unico.
Ao mesmo tempo decorrem as festas de Monção ' Nossa Sra das Dores' de 14 a 21 de Agosto

Portugal Certificado...

Olhando para as mais diversas listagens estatísticas sobre a educação no mundo, os nossos governantes vão concluindo que Portugal anda no fundo dessas listagens da qualidade civilizacional.Apesar de ter havido um forte investimento nas infra-estruturas, na formação contínua e na formação inicial, continuamos a patentear valores inferiores à média mundial, já para não falar da média europeia.As culpas são sempre fáceis de atribuir. Os docentes são as primeiras vítimas dos números, acompanhados pelas famílias e acolitados pelos alunos. Claro que a televisão e os computadores também assumem umas fatias generosas das acusações. Ah! E os manuais são acusados de erros científicos e de excessos gráficos e volumétricos.Estranhamente, nunca se acusam os governos...Já foi dito antes e repito: nenhum ministro esteve o tempo suficiente no poder para compreender as consequências de algumas das suas decisões e políticas. Fazer chover dinheiro na educação não é sinónimo de resultados positivos. Fazer escolas e abandoná-las, não as dotando de capacidade para se manterem razoáveis, não é uma forma de dotar as comunidades de edifícios para o presente e futuro. Criar estruturas de formação e não acompanhar a qualidade dos produtos realizados não é forma de garantir uma formação de qualidade. Criar diplomas legais e não saber se são aplicados nas escolas, não é o caminho para a defesa da qualidade do ensino. Criar um currículo nacional e não fazer a sua validação nacional, todos os anos, não é uma forma de garantir o sucesso desse currículo.Decorre da natureza humana a luta pelo mais fácil e mais cómodo. Se não houver a necessidade de garantir o sucesso dos alunos, validado por exames nacionais, os docentes vão gerindo os programas da melhor forma, tendo consciência de que ninguém irá avaliar o seu trabalho.A decisão de estabilizar o corpo docente nas escolas será o primeiro passo corajoso para criar condições de serenidade para a execução de projectos a médio prazo. A decisão de aumentar a ponderação dos exames nacionais do 9ºano poderá ajudar a incrementar a qualidade do ensino no ensino básico.Faltará introduzir mais validações nacionais: o 1º Ciclo do Ensino Básico anda em roda livre há demasiados anos. Ninguém presta contas a ninguém. Os alunos são avaliados de forma ligeira e “simpática”, por vezes por diversos docentes ao longo do mesmo ano lectivo. Insiste-se demasiadamente no elemento “criatividade” nesta fase da vida da crianças, esquecendo o basilar: saber ler, escrever, compreender e contar, bem. Muito bem, aliás. Uma grande parte dos alunos do 1º Ciclo cumpre 4 anos de escolaridade primordial sem qualquer esforço de aprendizagem verdadeira. Aprendem “algumas coisas” e “dão uns toques” na leitura. Os governos criaram umas formas de avaliação genérica e envergonhada com as provas de aferição. Eles conhecem bem esses resultados e já deveriam ter iniciado o tratamento da doença que nos afecta há alguns anos.Claro que há excepções no sistema. Honrosas excepções. Mas nós não precisamos de excepções... precisamos de regras.Os alunos dos 2º Ciclo do Ensino Básico vivem 2 anos de grande felicidade, sendo avaliados de forma relativamente ligeira. Há docentes que defendem o sucesso dos seus alunos com base na sua “criatividade” e não nos seus conhecimentos consolidados. Há alunos que mal sabem ler e escrever... mas sabem fazer umas colagens. Passe-se... pró ano que o aturem... Vamos fazer uns trabalhos de campo! Ninguém sabe para quê nem porquê. Façam-se! Podem ser úteis. Mesmo que nenhum dos alunos consiga redigir correctamente um texto a explicar o que foi feito nesse trabalho de campo... mesmo que nem consigam perceber uma tabela com os resultados desse trabalho de campo...Ou seja: o telhado está bem feito, mas os alicerces ficaram algures.Temos essa doença da pressa universitária... alguns docentes querem ter alunos com espaço universitário num corpo de criança desejosa de aprender regras básicas e que lhe possam servir de base de construção do seu saber. Faz-nos lembrar o voluntarismo de alguns salva-vidas prematuros que se atiram ao mar para salvar o mundo e morrem afogados... a máxima é: quem não sabe, não salva...O 3º Ciclo do Ensino Básico já vai denotando algumas transformações subtis, provocadas pelo aparecimento dos Exames Nacionais do Ensino Básico. Os docentes, muito lentamente, vão-se apercebendo de que a comunidade os está a avaliar. Ainda há muito ruído nesta validação e ainda há gente que assobia para o ar e atira as culpas para os anos anteriores. Mas, a grande maioria dos docentes já vai compreendendo que a sua acção tem consequências na vida dos seus alunos.A formação das crianças e jovens de Portugal exige muita serenidade e competência. De nada nos valerá o aumento das certificações do ensino básico - sejam elas através do sistema formal de ensino, dos RVCC, dos CEF, dos EFA’s, ou de quaisquer outros modelos existentes – se os alunos continuarem a não possuir os alicerces que lhes permitam continuar o seu crescimento como cidadãos empenhados e competentes nas suas áreas.
Certifiquemos, pois, o nosso país. Criemos todos os modelos de certificação possíveis para que o maior número de cidadãos detenham o maior número possível de habilitações. Mas, que haja alguém a validar o que andamos a certificar em cada ciclo, em cada ano.
E essa responsabilidade só pode ser do Governo.

E como tem gente

Sabe moço!
Essa vida é engraçada mesmo
é cheia de gente
gente que gosta
e gente que não gosta
e gente que não gosta
que finge gostá prá espantá o desgostá
ainda tem gente que nasce,
gente que cresce, que até atrofia.
Gente que sai, que chega
e até gente que nunca foi pois não sabe o que é ir.
Gente que presta e que não presta, gente prestando, prostrando
nas mãos de quem não presta.
Gente que descobre e gente que encobre.
Gente que morre de rir e
Gente que chora sem morrer.
Tem gente pra tudo e pra nada
Tem gente moço?
Não tá tudo vazio!

(Yara Corrêa Picardo)

17 agosto, 2006

Pérolas do Ensino

1) Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigénio.
2) O nervo óptico transmite ideias luminosas ao cérebro.
3) O terramoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas.
4) Os antigos egípcios desenvolveram a arte funerária, para que os mortos pudessem viver melhor.
5) Péricles foi o principal ditador da democracia Grega.
6) O problema do Terceiro Mundo é a superabundância de necessidades.
7) O petróleo apareceu há muitos séculos numa época em que os peixes se afogavam dentro da água.
8) O Sol dá-nos luz, calor e turistas.
9) As aves têm na boca um dente chamado bico.
10) Matéria é tudo aquilo que vem para os testes.
11) A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo.
12) Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado.
13) A insónia consiste em dormir ao contrário.
14) A arquitectura gótica notabilizou-se por fazer edifícios verticais.
15) O Chile é um país alto e magro.
16) As múmias tinham um profundo conhecimento de anatomia.
17) A democracia grega funcionava muito bem porque quem não estava de acordo envenenava-se.
18) Os crustáceos fora de água respiram como podem.
19) Os hermafroditas humanos nascem unidos pelo corpo.
20) Os estuários e os deltas foram os primitivos habitantes da Mesopotâmia.
21) A Previdência Social assegura o direito à enfermidade colectiva.
22) A respiração anaeróbia é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos.
23) O calor é a quantidade de calorias armazenadas na unidade de tempo.
24) Antes de ser criada, a Justiça do mundo era uma injustiça.
25) A morte é algo que só se vive depois de morto.
26) Para combater a violência precisamos conhecê-la em género, grau e número.

E assim vai a Educação em Portugal.

A MADEIRA E O SEU JARDIM



O Dr. Jardim gosta muito de ir à televisão dar umas lições de democracia. O que vale é que, cá no continente, ninguém o ouve deixam-no a falar sozinho, e os poucos que o ouvem, por questões de partido, nem acreditam nele.
A democracia dele todos nós já sabemos qual é! As regras que ele utiliza, na Madeira, nada tem a ver com a verdadeira democracia. Ele ameaça fechar jornais que não escrevem o que ele quer, ele só dá emprego a quem for da sua cor partidária, ele afasta outros que não têm as mesmas ideias políticas que ele, enfim tudo que diz e faz, de democrático nada tem.
Eu sei que os argumentos que utiliza, para pretender mostrar que só ele é que sabe, são as suas vitórias eleitorais, agora resta saber como é que ele as tem conseguido...
A posição dele na ilha, com o dinheiro que vamos para lá enviando, as cargas fiscais reduzidas, dá-lhe para manobrar tudo e todos, e depois são esses que lhe vão dando as vitórias, à custa do medo e da perseguição.Ele pensa que cá neste lado não passamos todos de uns pacóvios, e, o que é de lamentar é que há, quem o vá sustentando na sua arrogância caciqueira, e permitindo que nos vá tratando a todos de maneira inconcebível.
Só falta realmente vir por aí fora (e vontade não lhe falta), com as ‘mocas de Rio Maior’, na mão, para nos impor a sua democracia!
Mas faça favor Dr. Jardim, venha, venha, que nós vamos marcando a sua consultazinha para o hospital de doidos mais próximo!! E enviamos a conta aos seus caciqueiros...

16 agosto, 2006

FunTastico

Deus vê tudo...


Um simpático pároco de aldeia tinha um belo pomar, cujas maçãs eram uma verdadeira tentação.Para que os ladrões não as fossem roubar colocou, à entrada, um letreiro bem visível, onde se podia ler: «Deus vê tudo...».No dia seguinte, quando fez a ronda habitual para inspeccionar os seus frutos, notou pegadas de ladrões e, no letreiro, alguém tinha acrescentado: «...mas não acusa ninguém».

15 agosto, 2006

FOGO...FOGO....FOGO...



Mais um ano que passa, mais um ano em que a noticia de abertura dos diversos jornais é o fogo. Fogo que consome a nossa floresta, que delapida a nossa riqueza natural que destrói o meio de subsistência das pobres regiões rurais portuguesas, onde ainda se vive da floresta e da agricultura.
Isto tudo depois de anuncio de medidas megalómanas dos nossos governantes. Ele são aviões Russos , helicópteros XPTO, vigilância em todo o lado, exercito de prevenção…

Dinheiro, dinheiro, dinheiro… Só se gasta dinheiro sem qualquer efeito prático.
Já tivemos as maiores manchas florestais do continente Europeu, já tivemos o país coberto de verde de norte a sul, hoje ele é negro, negro literal, com mortes á mistura.
Os aviões e helicópteros, de pouco serviram, porque uma boa estratégia nunca deve passar pelo combate ao fogo mas sim pela prevenção.

Antigamente, é verdade, as matas estavam mais limpas, os pinhais eram desbastados periodicamente. Mas por outro lado no topo de cada monte havia um vigia permanente que numa vigília solitária, mantinha o controle sobre uma vasta área, prevenindo todo e qualquer início de um fogo.


Nunca um país evoluiu sem ter em conta a sua história, ou sem ter em conta exemplos de outros países, muitas vezes é necessário uma retirada, voltar atrás, e tornar a partir para podermos avançar.

Porque não reactivar essas torres de vigia, porque não colocar patrulhar florestais nas nossas florestas, porque não responsabilizar as empresas que lucram com a floresta por essa vigilância. Porque não colocar a longa lista de desempregados que infelizmente existe, a patrulhar, remunerando é claro.

São tantas as possibilidades!

13 agosto, 2006

O Emigrante


Bom , chegou o intervalo das férias, terminei mais um período de férias, foram duas semanas que passei em Casegas, muito calor á mistura com muitos ‘francius’ avec ses voitures et ses maisons que me fez lembrar os Imigrantes que acolhemos entre nós, ao que me constou, Casegas acolheu dois ucranianos.
Eles são africanos, brasileiros dos países do leste uma panóplia de nacionalidades, são pessoas que na sua maior parte, salvo raras excepções, nos escolheram para melhorar o seu nível de vida entrando no mercado de trabalho pela porta pequena ( como os nossos emigrantes na década de 60) e que humildemente aceitam trabalhos que a maior parte dos portugueses não quer fazer.
Faz recordar também as dificuldades que a diáspora portuguesa passou ( e quem sabe ainda passa) aquando da sua partida para terras gaulesas, brasileiras ou norte americanas.
É vê-los a chegar nas suas ‘belles voitures ‘ a vê-los chamar os filhos, ‘Jean Pierre Viens ici ou levas porrada nos corn@$’, esquecendo por breves momentos que na maioria dos casos as suas belles voitures são apenas as fachadas que precisam para mostrar ao primo e á tia , ao irmão e á sua mãe que as suas vidas são maravilhosas ‘lá fora’ eles são os maiores, que nunca passaram dificuldades.
Falo assim mas respeito-os, tenho familiares espalhados pelo mundo; no Brazil, na França, na Suissa, nos E.U.A. e no Canadá, portanto falo sem qualquer problema e preconceito. O que não posso tolerar é que esses mesmos sejam os primeiros a criticar os Imigrantes, os tais ucranianos e africanos, e achincalhando os tornem pessoas desprezíveis.
Falo assim, mas deixo de os respeitar, quando criticam os que ficam nas aldeias portuguesas e não optam pela emigração. Deixo de os respeitar também quando consideram que os ‘ de Lisboa’ ou do ‘Porto’ ( os Migrantes) que na pratica também são emigrantes, passam a ser portugueses de segunda somente porque não chamam o ‘Jean Pierre’ mas sim o João Pedro, porque não tem ‘belles voitures’ mas sim carros, porque não fizeram as suas ‘maisons’ nos terrenos de cultivos de seus ‘parents’ mas talvez restauraram as casas que existiam mantendo as raízes da família.
Deixo de os respeitar quando afirmam que os que não emigraram viveram á custa das suas remessas de ‘argent’ que enviavam periodicamente para as suas contas bancárias, aproveitando diferenças cambiais e taxas de juro altíssimas que se praticaram em Portugal durante muitos anos, esquecendo que só os Srs Banqueiros é que enriqueciam á sua custa, ( não me lembra de ver os meus pais, Migrantes em Lisboa, a usufruir de qualquer valor enviado pelos nossos Emigrantes. Sempre os vi trabalhar , muito, atingindo tudo aquilo que os outros conseguiram lá fora).
Não, não estou a dizer mal dos nossos Emigrantes, só acho que deveriam ser mais discretos, sem ostentações de fachada e assumir que a vida lá fora não é nada fácil e que em alguns casos andam a lavar e limpar os pratos e a trabalhar nas obras de sol a sol para poderem fazer umas curtas ‘vacances’ no nosso Portugal. Ao mesmo tempo deveriam respeitar os Imigrantes, seus companheiros de aventura, que acolhemos na nossa sociedade para fazer exactamente o mesmo que a nossa diáspora anda a fazer lá fora.
Bem ajam os nossos Emigrantes, Migrantes e Imigrantes.

27 julho, 2006

Sobre a Guerra

POEMA EM LÁGRIMAS

Foi na poesia que encontrei um hino
O canto da destruição pela construção

Aqui senti a força de mãos contra mãos
De mãos por mãos...

De homens alimentados pela injustiça injusta
Por choros desfraldados
Risos...

De crianças em homens
A violência pela paz
Os nossos rostos oprimidos na desumanidade
A força!... a morte!... a vida!...
As flores violentamente espancadas na morte
Sepulturas na vida de homens

Sempre homens!...
E ainda esperamos
Os hinos exprimidos como que gritos
Gritos em lágrimas

Lágrimas!...
Todas as lágrimas que já não posso chorar.


Tonho ( Angola - Huambo, 1981)
Publicado no Blog 'Casegas Vai Nua'

http://www.casegas.blogspot.com/

25 julho, 2006

FÉRIAS...Elas Chegaram...

É isso aí pessoal, chegaram. O periodo de ocio em que o país não produz. Em que até os politicos intervalam as suas demagógicas presenças na assembleia e descem até á praia dos Tomates.
Eu como não gosto de confusão, vou até á serra da Estrela. Pelo menos respira-se ar puro... Com alguns 'Francius' et 'Quebequa's' á mistura, mas paciência até sabe bem....

BOAS FÉÉRIAAASSSSSSSS. Até ao meu regresso...

P.S. Se o país não produz sem o meu trabalho, que se lixe, que trabalhe quem cá fica......

24 julho, 2006

Educação, sempre a educação!!!


I
Fala-se hoje de novo na introdução de exames nos ciclos mais baixos do sistema educativo português. A Sra. Ministra após vários pareceres positivos, decidiu que a partir de 2007 os alunos do primeiro e segundo ciclo seriam avaliados qualitativamente.
Medida correcta, pois a aposta na educação deveria ser uma prioridade. É nos primeiros anos da vida escolar de uma criança que se pode corrigir desvios, desvios que muito dificilmente poderão proporcionar uma boa evolução escolar.
Quantas são as crianças que pelo facto de serem cobaias de sucessivos e incompetentes Ministros da Educação que anualmente alteram os programas, os métodos, os meios físicos e humanos, chegam ao ciclo do secundário e nem as mais básicas regras do Português e matemática conseguem dominar.
Estará esta geração na base dos profissionais que politicamente e socialmente nos vão conduzir no inicio do Sec. XXI ? Até me arrepio.
É lógico que tudo o que ocorreu após o 25 de Abril de 1974, e especialmente nos primeiros anos, se deve ao facto de durante muito tempo, a nossa sociedade ter sido espartilhada por regras que se encontravam totalmente inadequadas ao desenvolvimento de um País, por todos repudiadas. Pena é que as alterações que foram feitas não tivessem em conta a verdadeira necessidade do país, mas sim os interesses corporativos de alguns Srs., nomeadamente; sindicatos, associações de pais e associações de alunos, entre outras, que de alguma maneira ganharam com a instabilidade criada ao longo de 32 anos, não possibilitando assim a aplicação de regras e métodos de ensino modernas e com eficácia, que já á alguns anos (muitos) eram praticadas por essa Europa fora.
O facto de haver uma avaliação continua não pode inviabilizar a avaliação qualitativa que no final de cada ciclo deve ser uma realidade, impedindo deste modo, que os problemas de aprendizagem transitem para os ciclos seguintes, gerando assim uma bola de neve que só termina com o abandono da escola por parte da criança, e da criança por parte da escola. Ao mesmo tempo gera uma sensação de incapacidade por parte do corpo docente envelhecido, e em muitos casos sem a devida profissionalização, em conseguir acompanhar os diversos ritmos de aprendizagem, não conseguindo assim cumprir o programa estabelecido.
Sejam bem vindas as avaliações quantitativas e qualitativas no final de cada ciclo escolar, inseridas é claro num sistema de avaliação continua.

II
Os programas curriculares que são anualmente apresentados aos alunos, não são de modo algum, os mais interessantes e motivantes.
Comparando realidades entra dois sistemas de ensino tão diferentes como o americano e o português, notamos que nós só complicamos.
Um pais sem historia, feito de uma manta de retalhos quer social quer cultural, em que o poder politico está regionalizado (estados) consegue ter uma das mais poderosas economias do mundo.
Será que o sistema de ensino americano dá muita importância a quem foi o 2º ou o sétimo presidente. Talvez não, mas nós continuamos a insistir que temos de saber a nossa história de nove séculos na ponta da língua.
Será que os americanos se importam que o professor seja americano? Talvez não, eles recebem no seu pais quem lhes traz mais valias. Nós deixamos sair a nossa capacidade humana e importamos trabalhadores das obras ( alguns com mais e melhor formação, muitas vezes profissionais altamente qualificados, que nós colocamos a carregar baldes de massa na construção ao serviço dos escrupulosos empreiteiros ou a limpar os centros comerciais ) .
É lógico que nenhum país pode pensar no seu futuro sem ter em conta a sua história. mas há limites.
Até quando os programas escolares vão massacrar com matérias que só servem para preencher horários.
Será que o Estado português ainda não chegou á conclusão que é necessário planear o pais a curto, médio e longo prazo, preparando o futuro, aprendendo com o passado. Será que ainda não descobriram que o défice e excesso de profissionais em algumas áreas deve-se ao mau planeamento realizado á vinte anos atrás!!
Será que o desemprego não diminuiria?
Será que não teríamos um melhor sistema de ensino?
Será que deixando sair do nosso pais os melhores cientistas, porque não lhes damos condições de trabalho é produtivo !
Eu só tenho o 12ª ano, não tenho qualquer cargo publico, sou um empregado de classe média que contribui com os seus impostos para as vossas aventuras politicas, mas já vi isso tudo…

21 julho, 2006

20 julho, 2006

O sonho comanda a vida, será assim tão dificil?

SEM QUALQUER TIPO DE COMENTARIO.

Não consigo perceber.................. Filhos da P.



Podiam ser os nossos filhos.




Alguem lucrou com tudo isto?


É isto o que se ensina as suas crianças!

E o ocidente fica calado subjugado ao poder desses Cabrõ&$ !!!!

Será isto o que a humanidade deseja ?

Não é possivel não fazer qualquer comentário, isto mete nojo, os tipos que ordenam estas chacinas deveriam pensar que poderiam ser eles proprios a aparecer nestas imagens, mas DEUS é Grande e não dorme em serviço...

19 julho, 2006

California Dream ou será Libano Nightmare...


Será que esta gente não percebe a palavra Paz, será que essa palavra é assim tão diferente nas diversas linguas, será que uma criança não tem o mesmo direito de viver livre e sem saber o que é um ataque aereo ou um ataque terrorista.
Será que temos nós, os que queremos viver em paz, de meter de uma vez por todas a mão na massa e pegar nesses governantes de meia tigela, os ocidentais, os arabes e todos aqueles que querem a guerra e envia-los para o 'Raio que os Par#a'.
Lutemos pela paz e concordia entre os povos, não somos assim tão diferentes, temos dois olhos,umbigo, duas pernas, duas mãos ,... é pena que alguns só tenham um neurónio, e por sinal avariado.

A guerra é no Libano mas o que é que muda ????

16 julho, 2006

O Velho do Restelo...

É verdade, o Velho do Restelo voltou, voltou em mais uma altura critica da nossa vida de nove séculos. Possivelmente com razão desta vez.
Foi noticia hoje, durante uma visita a Chaves do Sr. Primeiro-ministro, que este criticou, com algum desconforto, a observação feita pelo Prof. Cavaco Silva sobre a construção do Aeroporto da Ota e Comboio de Alta Velocidade, esta critica, quanto a mim justificada, vem no momento em que se deve tomar decisões quanto a estes dois projectos.
Ela é feita no sentido de alertar o governo da sensatez de realizar obras de tão grande investimento numa altura em que todos nos encontramos a ‘apertar o cinto’.
Vejamos, o TGV sendo um investimento indiscutivelmente importante, poderá beneficiar o país com uma ligação directa entre as duas capitais Ibéricas, sendo que ,no que diz respeito á ligação ao Porto já é discutível.
Discutível porquê?
Porque um tão grande investimento para encurtar uma viagem em 15 minutos não se justifica.
Para ligações internas e não esqueçamos que somos um país pequeno, em que via auto-estrada de Valença a Faro não levamos mais do que seis a sete horas, já temos um serviço de comboio de qualidade, o Alfa Pendular. Mais ainda, para rentabilizar o TGV qual será preço de cada viagem. Possivelmente bastante elevado, e em tempo de crise…
Quanto á questão do aeroporto, a Portela, principal aeroporto do país que segundo estudos dos mais diversos especialistas, esgotará a sua capacidade em 2017, teremos que ver que esses números contabilizam as companhias de baixo custo que o utilizam, em que só nelas viaja quem não quer pagar muito, onde até do papel higiénico se abdica para baixar o preço da passagem.
Porque não então desviar esses voos para pistas secundárias, algumas bem próximas de Lisboa e que até foram consideradas como alternativa ao actual aeroporto, e que funcionam como pista alternativa para uma aterragem de emergência, libertando assim a Portela para as companhias de Bandeira, prolongando assim a vida útil da Portela.
Quem sabe se o fizerem, não estarão a dar uma oportunidade de estudar esta questão com mais tempo, possibilitando assim encontrar melhores soluções e com mais baixos custos.
Espero que esta decisão, que mexe com o meu bolso, não seja mais uma tentativa de controlar outros problemas, o dos Sr.s empreiteiros , ou das cimenteiras, ou dos bancos ou mais grave ainda do desemprego, dos seus milhares de empregos prometidos no inicio da sua governação.
Será que se não fizerem estas obras vão actuar como a OPEL da Azambuja? Vão deslocalizar o vosso governo, os vossos Industriais ou o Aeroporto da Portela e o TGV para Santander? Em Espanha.
Talvez não, mas o Velho do Restelo desta vez tem razão…

15 julho, 2006

Ai quem me dera ter a inteligência nos meus pés…

È verdade, mais uma vez Portugal chega ao topo do futebol mundial e mais uma vez começam as polémicas. Se não é pelos vencimentos é pelos prémios. Mais uma vez o futebol e os seus interesses instalados tentam alterar as regras.
Por um mísero prémio de 50.000,00 €, por terem chegado ao quarto lugar do campeonato, estes senhores choram os impostos que tem de pagar como qualquer um de nós. Será que este prémio é assim tão importante quando comparado com a valorização internacional que conseguiram quando expostos sob o nome de Portugal e sua bandeira?
Quantos dos sr.s jogadores não vão renegociar os seus chorudos ordenados junto dos seus clubes, ou melhor ainda, as suas comissões junto das empresas que os patrocinam!
Quanto não pagará um banco da praça portuguesa para patrocinar a selecção nacional?
Ou uma empresa petrolífera?
Ou …ou…ou …!!!
Ou ainda, quanto não ganharão os senhores jogadores com isto tudo?
Ou então, porque não atribuir todas estas regalias a outros desportistas, que não sendo futebolistas, mas sim os parentes pobres do desporto nacional, e que também conseguem feitos assinaláveis não tem o mesmo tratamento!
Vamos lá então reflectir, será que não vivemos num estado de direito, onde as Leis são para ser cumpridas por todos? Será que as excepções são somente para os senhores futebolistas?
Bom comparemos: Eu conduzo um Citroen eles conduzem topos de gama, eu vivo num apartamento de quatro assoalhadas no subúrbio de Lisboa eles vivem em mansões com muitas assoalhadas, piscina, campo de ténis etc.. , eu trabalho das 7 as 19 horas todos os dias eles fazem duas horas de treino físico diário, eu recebo 1200 euros por mês eles recebem o que todos sabem e muitas vezes o que nem todos sabemos.
F$#%&&#’ qual é o problema destes senhores em pagarem os impostos que todos nós temos de pagar?
Eu trabalho numa empresa que os patrocina, e não posso reclamar com isso mas porra eu cumpro com os meus impostos, não lhes posso nem quero fugir, mas não acho justo que o prémio que recebo anualmente, na minha actividade (aproximadamente 2.000,00 €) não esteja isento de imposto e o premio que esses sr.s recebem esteja!
Estamos numa época de apertar o cinto, em que a colaboração de todos é essencial, mas talvez não para todos…..

12 julho, 2006

GM,OPEL ou lá o que quer que seja...

Mais uma que tento compreender.
Mais uma vez o poder económico ultrapassa o poder social.
Mais uma multinacional que explorou os seus trabalhadores durante quarenta anos e agora vai embora.
Mais uma que fecha as portas, deixando no desemprego mil e quinhentos empregos directos.
Mais uma que foi apoiada durante anos e anos e anos pelos nossos impostos para podermos ter os carros mais caros da Europa.
Mais uma que deixou de respeitar as pessoas (se é que alguma vez o fez)
Mais uma que os sucessivos governos portugueses deixaram fazer o que queriam.
Mais uma que brincou com como qualquer multinacional que se preze.
Mais uma que acha que Portugal é uma província de Espanha.
Mais uma que eu gostaria que fosse penalizada pela sua actuação.
Mais uma …Mais uma …Mais uma. IRRA QUE JÀ ESTOU FARTO…
Será que não temos uma palavra a dizer no assunto.
Será que não poderemos ser nós a penalizar estes senhores que durante quarenta anos brincaram connosco.
Será que estes senhores vão sair de Portugal com uma multa simbólica, tão simbólica que para eles até lhes compensa paga-la.
Será ?
Menos paciência com estes senhores.
Menos incentivos á instalação de empresas que não garantam a sua continuidade em Portugal.
Menos tolerância para empresários e multinacionais cega pelo lucro rápido e fácil.
Menos estupidez e ignorância dos nossos governantes.
Que saudades do tempo em que Portugal era competitivo e que gerava riqueza.
Que saudade do tempo em que as empresas eram geridas por pessoas e para as pessoas.
Que saudade do tempo em que o emprego não era um risco acrescido.
Que saudade do tempo em que ser jovem era sinonimo de esperança no futuro e de constituição de uma família estável.
Talvez o problema já não tenha solução, mas ainda recordo o tempo em que as empresas, na sua maioria publicas, geravam a riqueza deste país, garantindo a tão desejada sustentabilidade da Segurança Social. A garntia das nossas reformas, a garantia de emprego.
O que é que terá corrido mal?
Ter deixado o tempo voltar atrás, e deixado que os mesmos (meia dúzia) mandem neste país onde cada vez menos temos uma palavra a dizer?
Ter deixado que esses Srs. detenham propriedades de luxo , iates na baia de Cascais, façam viagens de sonho ( um grande sonho para todos nós que trabalhamos para eles).
Ter deixado que esses senhores comprometam o futuro da nossa sociedade.
Ter deixado que recuperassem os seus investimentos em Portugal para depois os venderem ás grandes Multinacionais.
Ter deixado que os outros decidam o nosso futuro!
DEIXEM-NOS VIVER

07 julho, 2006

Regimento de Artilharia da Serra do Pilar


Hoje, fui confrontado na imprensa nacional com a morte de um soldado português. A minha primeira reacção, foi que um dos nossos militares que se encontram destacados fora do país, em missão de paz, havia morrido.
Erro meu. O que aconteceu, foi simplesmente mais uma morte por incúria, a morte de um jovem que prestava serviço ao estado Português.
Este incidente ocorreu no R.A-5 antigo R.A.S.P. (Regimento de Artilharia da Serra do Pilar) em Vila Nova de Gaia, por acaso, um quartel que eu conheço muito bem, foi o local onde prestei o meu serviço militar, então obrigatório, durante um ano e meio no quadro de Oficiais Milicianos, logo um dos privilegiados.
Durante esse período da minha vida, que foi como um período de férias, pude observar por dentro o funcionamento as nossas forças armadas.
Desde viaturas que serviram na guerra colonial, com matriculas do inicio dos anos sessenta, até pessoas mal preparadas para as conduzir, passando por uma insignificante assistência mecânica, sempre prestada por soldados apenas bem preparados para o toque de saída as cinco horas da tarde (não os critico pois alguns tinham família cá fora, e com o salário que recebiam no fim do mês, de cinco mil escudos ( 25 €) , eu teria feito o mesmo, muitos deles provenientes de aldeias próximas do Porto, iam trabalhar após as cinco horas da tarde para sustentar os filhos . Lembro que o salário mínimo nacional em 1989 rondava os quarenta e cinco a cinquenta mil escudos (250 € )).
Foi nessa altura que me apercebi que, os soldados portugueses, provenientes do serviço militar obrigatório, eram uma fonte de receitas para o estado português. Pois eles mantinham o equipamento (algum bastante sofisticado, não estou somente a falar de viaturas) a funcionar contra um pagamento de cinco mil escudos por mês. Equipamento que em alguns casos custava uma pequena fortuna, mantinham também as instalações em bom funcionamento, passando dias e dias a caiar as paredes que estavam caiadas, a capinar (importantíssima função militar de arrancar ervas dos passeios e da parada, muitas vezes sob o sol escaldante ou sob a chuva torrencial) sujeitando-se a estas ‘praxes’ que só nas forças armadas são possíveis.
Não me admira pois, que uma das viaturas tenha ficado sem travões e se tenha ‘despencado’ pela acentuada descida, em direcção á porta de armas. Talvez tenha sido o UMM que normalmente saía de madrugada para ir buscar o pão fresco para o pequeno almoço e que normalmente era a viatura mais mal preparada do quartel.
É claro que também é possível eu estar errado, pois já passaram dezassete anos e as viaturas já podem ter sido substituídas (hummmm).
Louvo realmente quem pretende alterar as forças armadas, equipando, racionalizando e modernizando, acabando com regalias e senhores generais sentados em gabinetes, a gerir o seu chorudo ordenado. É lógico que a mudança custa dinheiro, mas se o fizerem, a médio prazo vamos colher os lucros, teremos forças armadas ajustadas á nossa real necessidade, com menos homens e encargos, mais eficiente e talvez assim poder evitar acidentes como o que levou a vida a este jovem.
CeOl

06 julho, 2006

Normalidade normal....



Bom, julgo que voltamos á nossa Nacional normalidade. Ainda falta um jogo para que termine o Campeonato do Mundo de Futebol 2006 possivelmente no terceiro lugar, uma glória nacional indiscutível.
Não sou de maneira nenhuma, um adepto fanático de futebol, louvo o percurso da selecção neste mundial, assim como louvo o operário que ajudou a construir o túnel da Gardunha. A febre acabou, e acabou de uma maneira interessante, deixamos de ser portugueses porque a nossa selecção não vai á final, agora, voltamos a ter vergonha de ser português.
Hoje no meu percurso normal para o trabalho, reparei que os cachecóis foram recolhidos, as bandeiras não apareceram, os sorrisos nem os vi, no comboio a caminho de Lisboa as pessoas seguiam cabisbaixas, como que quem pensando, será que o défice está controlado? Será que vou ter direito a uma pensão de reforma? Será que o meu ordenado vai chegar até ao fim do mês? Até os jornais, que ontem enchiam paginas e paginas com o futebol, hoje resumia-se a duas ou três, no interior do mesmo.
Pois é. E quando cheguei ao meu local de trabalho, os meus colegas todos decepcionados pela derrota de Portugal, julgaram que eu tinha ficado louco porque fiz o que não tinha feito durante as ultimas semanas, peguei num cachecol com o símbolo as armas e cores de Portugal e coloquei no meu gabinete, em cima da minha mesa. Só quis contrariar essa onda negativa, logo de seguida vi outros colegas a fazer o mesmo.
Tenho orgulho no meu país e luto para que Portugal se orgulhe do seu passado e encare melhor o seu futuro.
Meus amigos, vamos buscar novamente as bandeiras e lutar. Transportem a alegria dos últimos vinte dias para os trezentos e sessenta e cinco dias do ano de modo a acabarmos com os últimos lugares dos rankings de desenvolvimento onde somos assíduos. De modo a que a verdade do Dalai Lama, não possa ser verdade.
Ou então voltem a vossa normalidade diária…
Viva Portugal.

05 julho, 2006

Perguntaram ao Dalai Lama.


«Perguntaram ao Dalai Lama...

'O que mais te surpreende na Humanidade?

' Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente o futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
E vivem como se não fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido...»

Depois de ler este pequeno comentário do Dalai Lama, pergunto se a sociedade onde vivemos é realmente aquela onde queremos viver.
Será que só vivemos a pensar no dinheiro? Será que perdemos o significado do que é viver? Será que passaríamos bem sem todos os confortos que a sociedade moderna nos possibilita?
Não sei. Honestamente não sei.
Façamos o seguinte exercício.
Vivemos numa sociedade onde não há energia eléctrica, petróleo, água canalizada, supermercados, estradas ou automóveis. Onde não há escolas, serviços públicos, policia ou bombeiros. Numa sociedade de subsistência onde o o que comes tens de cultivar. Onde para viajar de Lisboa ao porto levas uma semana. Onde a transmissão do conhecimento é feita por via oral de pais para filhos á boa maneira antiga.
Será que não teríamos falta das modernices?
Talvez sim, talvez não.
Possivelmente o meio-termo será o óbvio. Conseguir alguma qualidade de vida mantendo ao mesmo tempo as ‘modernices’ tão necessárias ao nosso dia a dia será o suficiente.
Vivo em Queluz, Sintra, muito próximo de Lisboa, onde o ritmo de vida é infernal, onde para ouvir os passarinhos de manhã é necessário levantar muito cedo para que o barulho da cidade não os abafe mas também onde ao virar da esquina encontramos o que precisamos.
Periodicamente descanso alguns dias numa aldeia muito perto da Covilhã, Casegas, uma pequena aldeia no sopé da serra da Estrela, aldeia onde os carros são tantos como os cabem na garagem do prédio onde vivo. Com três ou quatro cafés (locais de convívio), três ou quatro mercearias onde os seus proprietários fiam aos seus clientes. Onde os seus habitantes num ano vêem tantos carros como eu vejo em dez minutos de hora de ponta no Saldanha em Lisboa.
Mas também se necessitamos de algo, esse algo, está a cinquenta quilómetros de distância.
Serão estes os extremos que o Dalai Lama fala?
Será que o tal meio-termo é conseguir ‘enfiar Casegas em Lisboa’ . Ou então nós próprios abdicarmos da vida citadina e regressarmos aos locais de onde os nossos pais saíram á vários anos atrás, onde teremos tempo para viver e os nossos filhos tempo para crescer.
Será ?????

04 julho, 2006

Estas Férias não abandone os seus animais e filhos!

Estamos no inicio do Verão, mais um período de férias para a maioria dos portugueses. É também, o inicio da época de abandono dos animais de estimação. Este ano com uma nova variante, o inicio da campanha ,
NÃO ABANDONE OS SEUS FILHOS!
É verdade, em 2006, os Hotéis no Algarve não aceitam criancinhas nos seus corredores. Eles estão a recusar clientes com criancinhas. Porquê ?
Não sei!
Talvez por causa dos estrangeiros.
Talvez pelo facto de essas criancinhas serem os homens e mulheres de amanhã, e os Sr.s Industriais de hoje já estejam a preparar os lamentos para de aqui a vinte anos, quando as criancinhas de hoje, preferirem passar as suas férias no sul de Espanha, ou nas Canárias, ou em qualquer outro lado onde as suas criancinhas sejam bem recebidas.
Talvez, para no seguimento desses lamentos, a União Europeia abra os cordões á bolsa e dê alguns tostões a titulo de subsidio ou taxa de não ocupação das camas…
Talvez seja mais um golpe de génio de ‘nuestros hermanitos’ para conseguir ter mais turistas em Espanha. Duvido!
É noticia hoje em jornais de tiragem nacional e em revistas de referência, um estudo efectuado pela DECO sobre as reclamações efectuadas contra entidades hoteleiras que recusam alojamento a famílias com filhos. É o cumulo do ridículo. Somos um País pequeno, com uma taxa de envelhecimento da população muito grande. Os Pais de hoje, devido ao facto de ambos exercerem uma profissão e devido aos encargos, reduzem a sua família ao mínimo, não garantindo a substituição natural da população portuguesa, garantindo assim tudo aquilo que hoje é colocado em questão. A Segurança Social em particular.
Mais ainda o Estado Português recebeu um estudo, de uma entidade dita independente, no sentido de acabarem com os benefícios fiscais atribuídos as despesas de educação (por enquanto é só fumo, mas onde há fumo !!!).
Vamos lá portugueses e portuguesas, não tenham filhos. Se os tiverem chegou a altura de os abandonar, chegaram as férias e os hotéis não os aceitam. E atenção, a seguir são os supermercados, os cinemas,os restaurantes, os jardins…não pode ser… abaixo as criancinhas….
Eu já abandonei os meus, e estou a pensar informar o estado Português que já não preciso de receber o abono de família, ou deduzir á minha colecta os benefícios fiscais obtidos pelas despesas de educação .
Sr.s empresários, senhores governantes, obrigado por nos abrirem os olhos, nós estamos errados.Vamos deixar de ter criancinhas, já viram o que Portugal vai poupar.
Sr. Primeiro Ministro, Sr. Presidente da República, Senhores Governantes e Industriais deste país, atenção quando saírem de Portugal para passar as vossas férias, sim porque os Sr.s não as passam no Algarve, atenção ás vossas criancinhas, elas podem não ser aceites no vossos destinos de férias.
Esta critica atravessa todo o espectro politico Português, da esquerda á direita, porque eles governam este País desde sempre e deixam as coisas chegar ao estado em que estão.
Tenham a santa paciência ….

Assinado: um pai com muito orgulho dos filhos que tem.